Briefing Criativo - S.I.G.

Acredito que para construir um briefing inspirador é preciso primeiro encontrar a informação certa, o problema ser resolvido. Se isso não acontecer, o briefing acaba se tornando um acúmulo infindável de números, cenários e acontecimentos…páginas e páginas preenchidas mas vazias de significado. O ideal é que, neste caso, a qualidade passe longe da quantidade.

Uma forma de facilitar a busca do que tem que ser feito é adequando o S.I.G. a um briefing.

S.I.G. (Sistemas de Informação Gerenciais) é um sistema de apoio à tomada de decisões que integra e consolida dados operacionais e históricos.

Existem diferentes formas para se construir um S.I.G., eu fiz a minha.

Como funciona: a partir da busca de dados e fatos, há uma análise que gera uma informação (que eu vou chamar de problema) para só então chegar a um conhecimento (que eu vou chamar de ideia).

Simples, não?

O que acaba acontecendo é que, geralmente, se evita a parte da informação. Justamente a parte de definição do problema, ou melhor, a parte criativa. Onde se faz uma leitura dos fatos e dados pertinentes que se dispõe para apostar em um caminho criativo.

Eu disse apostar porque aqui não há mais certezas. Entramos no terreno lodoso da imprevisiblidade. Não é mais uma ciência exata que está em jogo. Depende-se da criatividade de quem cria o briefing. É nesta fase em que, com todos as ferramentas na mão, define-se um foco, um caminho campanhável.

Faça um teste, pegue um briefing e esprema até sair o sumo. Do que restou, é possivel criar algum caminho? Se não for, é porque não há dados e fatos pertinentes o bastante.

Não caia no erro de aceitar o peso operacional e o prazo exiguo. Sem este tipo de inteligência na entrada do trabalho, imagine o que vai acontecer na saída dele.

Para que este processo funcione, o fluxo do S.I.G. deve ser respeitado partindo da base da pirâmide até o topo (veja figura).