Mind Set

Não é a primeira vez que leio algo do John Naisbitt mas Mind SetLíder do Futuro na versão verde-amarela - me fez parar pra pensar. De novo.

A premissa do livro é entender como se posicionar diante das aceleradas mudanças que a globalização e as inovações tecnológicas vêm impondo ao mundo dos negócios através de 11 Modelos Mentais que ele considera fundamentais para se guiar neste mundo abarrotado de informações e se antecipar ao que está por vir.

Mas mais do que um guia de auto-ajuda empresarial, Mind Set põe o dedo  na nossa cara e questiona se as coisas são do jeito que são porque queremos ou apenas por inércia mental.

E eu acho que isso é pra vida. Não somente pra empresas.

Cada modelo mental é um ponto de partida pra uma série de relações com a atualidade ampla e global ou restrita e local. Ele discute a velha Europa definhando pela cultura contra imigrantes, a potência que ainda vai ser - mas não por muito tempo - da China, o modelo americano e até Brasil que sempre prometeu e nunca foi.

Mas nada disso importa.

O divertido do livro é se dar conta de que a ordem da vez ainda segue a máxima de que é mais fácil sofrer do que agir. E que se não modificarmos a “forma como recebemos e processamos informações” continuaremos perdidos neste terreno lodoso que o Walter Longo, evangelista da Young & Rubicam, chama de Tesarac - palavra criada pelo escritor Shel Silverstein para descrever uma espécie de dobra na história, um momento em que se destroem os paradigmas –sociais, culturais, econômicos– e colocam-se outros no lugar. Enquanto o Tesarac está ocorrendo, a sociedade mergulha no caos e na confusão, até que uma nova ordem a recomponha. A Renascença e a Revolução Industrial são dois exemplos de Tesaracs anteriores.

Formado pela Universidade de Cornell, John Naisbitt trabalhou como alto executivo na IBM e na Eastman Kodak e recebeu uma distinção internacional do Institute of Strategic and International Studies, em Kuala Lumpur. Foi assistente dos presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson. Especialista na previsão de tendências globais, lançou um dos maiores sucessos editoriais da década de 1980 − Megatendências, que figurou na lista dos livros mais vendidos do New York Times por mais de dois anos e foi publicado em 57 países. É também autor de Megatendências 2000, Megatendências Ásia, Paradoxo global, Reinventando a empresa e High Tech, High Touch, entre outros.

É mole?