picture from Nick Dewar

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Papel do Tempo

Parei com este blog por um tempo porque não tive tempo. Pode parecer estranho e um jogo de palavras meio besta mas é somente o reconhecimento da minha incapacidade e incompetência de gerir as 24 horas que posso desfrutar.

A loucura é tanta que busquei um software pra medir o tempo que destino pra cada tarefa/compromisso em um dia.

Pior é conseguir enxergar os gargalos, os buracos negros que fazem meu tempo sumir a todo momento. Não sei se estou viajando em cima disso, mas sempre que ouço aquela frase: “o Bill Gates tem as mesmas 24h que vc. O que vc anda fazendo com a suas?” eu me pergunto o porque estar repetindo meu padrão de escoamento de tempo.

A premissa deste software é, antes de mais nada, definir os papéis que vc assume na sua vida. No meu caso são os seguintes: eu mesmo, marido, pai, diretor de criação, sócio, diretor de arte, professor.

Se eu pegar estes 7 papéis a atribuir a eles todas as ações da minha semana, certamente verei como eu divido o meu tempo em cada um. E provavelmente verei qual papel está em débito com o tempo.

O conceito é interessante e com o passar dos dias a coisa toda se solifica. Fica rápido de planejar a semana, de compensar cada papel e aproveitar o tempo em cada um deles e no todo. 

Nunca pensei que precisaria recorrer a um sistema digital pra poder aproveitar minha vida analógica.

Tags: tempo
Boa.

Boa.

De que você compra o erro?

Se a gente parar pra pensar um pouco dá pra se ter uma idéia da quantidade de teorias, planejamentos, métodos, procedimentos e ISOs  que existem por aí.

MBAs, cursos, Pós-graduações, matrizes, estratégias, sistemas de informação, palestras, pensadores, livros, enciclopédias e wikipédias, blogs, movimentos, pesquisas, táticas e softwares também caem tudo no mesmo saco.

É uma imensa massa de informação passada e repassada que existe por um único objetivo: reduzir ao máximo a possibilidade de erro.

Já pensou nisso?

Além de enriquecer psiquiatras e autores, esse comportamento consegue gerar uma demanda monstruosa de teorias semeadoras de novas contra-teorias num círculo sem fim. Qual você segue? Por quanto tempo? Quais os sinais de correção? Será que realmente serve para você?

É de enlouquecer, não?  Não dá pra saber se estamos no caminho do sucesso absoluto a prova de falhas. Ficamos às cegas, chuleando uma que outra interpretação de dados que vá nos dar algum frágil sinal alviçareiro.

O pior é que é isso aí mesmo. Jamais teremos certeza de nada.
É assim e pronto; na vida e nas empresas.

Uma parte saudável disso tudo, pelo menos no mundo corporativo, é que empresas que estabelecem uma hierarquia organizacional estão na verdade, admitindo a possibilidade de erro.

Por isso colocam em certos cargos, pessoas escolhidas a dedo, seguindo a lógica de que quanto mais alta a posição na empresa maior a complexidade do perfil que vai tomar as decisões e…errar.

Não me entendam mal. Não estou dizendo que este tipo de processo é um erro, só quero deixar claro que o erro já está embutido no processo. Ingênuo é aquele que crê piamente que um ser humano irá agir com 100% de certeza de êxito.

Tirando um que outro manicômio, não vejo muito desses seres por aí.

Se você contrata alguem para ser uma liderança, você quer que ele arrisque -a partir da sua experência- para que algo mude de fato.

O que acontece em muitas empresas é que a neurose de controle da base operacional passa por cima das decisões arriscadas da alta hierarquia. O resultado disso é recorrente: os mesmos erros de décadas se repetem.

O poder das “escolhas certas”, “que sempre funcionaram” e “argumentos vendedores” são mais confortáveis para quem venera e se esconde sob o famigerado controle.

Logo, não há erros novos e, com isso, não há uma diferenciação consolidada.

Se você quer que seus líderes mudem seu negócio, deixe-os errar. Desde que agregando mais valor e importância desses erros na condução da sua empresa.

Enfim, você está comprando o erro de quem? Do seu profissional estratégico (e mais caro) ou não?

Tags: teorias
Um bom briefing criativo é como uma boa idéia: simples, relevante e facilmente compreensível.
— Tirado do livro How to Catch the Big Idea, de Ralf Langwost.
Nenhuma pergunta é tão difícil de se responder quanto aquela cuja resposta é óbvia.
Tags: frases

Briefing Criativo

Um dos grandes problemas das agências é que existe um departamento chamado “criação”. Isso faz com que o ato de criar seja apenas de sua responsabilidade. Miopia ou fuga, isso tem que mudar. Já tá mais do que na hora de se entender que o próprio briefing também é um ato criativo.

E pra mim, o mais dificil é entender como pessoas que não criam, escrevem briefings.

Mais do que uma lista de perguntas e respostas, o briefing criativo expande possibilidades para novas saídas de velhos problemas. Até porque a essência do que se tem que resolver não muda muito, só a roupagem que muda. As pessoas e as marcas tem que se conectar e pronto.

Como, quando, onde e porque isso vai acontecer é que o ponto em questão.

Começo a expor aqui a minha incansável busca pra aprender a construir um briefing que realmente inspire alguém. Talvez essa procura dure por muitos posts, mas não tenho pressa. O que eu quero é encontrar o maior número de mecanismos de libertação.

Sei que metade da publicidade que faço é inútil. Mas não sei qual é a metade inútil.
Tags: Frases